Três pontos definem um plano vasto e receptivo à novos conceitos, cada vez menos carregados de preconceitos, respeitando o tempo de cada um, respeitando o seu curso sinuoso traçado pela história.

Como algo vivo, serpenteando por essas mãos que tem a habilidade de resgatar o atemporal retido no meio de tantas tramas esquecidas no tempo, esse olhar também cria objetos que transitaram por épocas.

Três também, são os momentos de algo há ser criado, ou melhor a ser ressignificado. Ou melhor ainda, a se tornar classicamente moderno: A criação, o uso e o permanente e ininterrupto reuso. Respiramos, nos inspiramos e voltamos a respirar. Tudo quase que ao mesmo tempo.

Vivemos atentos à um novo jeito de produzir, que mesmo sem o frescor de antes, faz parte de nós há algum tempo. Isso é consequência de termos os olhos fixos no novo belo desde sua existência. Buscando a permanência imensurável da beleza, seguimos passos sinuosos por décadas.

Cada vez mais despidos de valores datados, cada vez mais vestidos de uma beleza genuina, que não se cobre de rótulos. Somos 3 momentos cronológicamente desordenados por um novo pensamento organizado: O sentido antihorário dos ponteiros que insiste em nos mostrar que futuro e passado convivem harmonisamente em dias inquetos como os de hoje.